quinta-feira, 6 de maio de 2010


Vamos preservar a unidade? Primeiro precisamos saber onde está esta unidade. Mesmo quando descobrir, cuide bem dela, este produto é perecível.... Defenda- a das heresias, dos falsos mestres, dos falsos apóstolos, dos aproveitadores e dos falsos profetas. Só podemos preservar um produto que existe.
(Pastor Ubirajara Crespo)

terça-feira, 4 de maio de 2010


Teologia da prosperidade (Confissão Positiva)


Nada tem agredido tanto o Evangelho de Cristo em nosso tempo como esta anomalia chamada Teologia da Prosperidade ou Confissão Positiva. Que em síntese prega a salvação como um meio para a prosperidade financeira. Seus expositores afirmam que o cristão verdadeiro tem o direito de exigir prosperidade nesta vida.

Ela teve seu surgimento em 1940 nos EUA com E. W. Kenyon, que desenvolveu estudos sobre o poder da mente e o poder do pensamento positivo. Mas teve maior expressão pelo mundo com Kenneth Hagin que ensinou a famosa "fórmula da fé", a qual ensina que se alguém deseja algo de Jesus, basta segui-la: 1) "Diga a coisa" positiva ou negativamente, tudo depende do indivíduo. Essa é a essência da confissão positiva. 2) "Faça a coisa". "Seus atos derrotam-no ou lhe dão vitória. 3) "Receba a coisa". A fé é o pino da tomada. Basta conectá-lo. 4) "Conte a coisa" a fim de que outros também possam crer". Segundo ele, o cristão dever usar as expressões: exijo, decreto, declaro, determino, reivindico, em lugar de dizer: peço, rogo, suplico; jamais dizer: "se for da tua vontade", pois isto destrói a fé.

No Brasil ela teve grande espaço principalmente nas Igrejas Neo-Pentecostais, que usam e abusam da auto-ajuda em sua mensagem, mas teve reflexos também nas Igrejas Pentecostais, Históricas e Católica Romana. A mesma mídia que é usada como ferramenta principal de divulgação, propaga uma abundância de absurdos que envergonham o Evangelho de Cristo.

Foi comprovado pelo IBGE que os evangélicos que mais contribuem com estas igrejas que pregam esta teologia, são os religiosos mais pobres do País. Ou seja, essa teologia na prática não funciona. Aliás, funciona apenas para seus líderes segundo Ariovaldo Ramos, que são os únicos que enriquecem. Sociólogos apontam que isto tem gerado decepção. Porque, ao contrário do prometido, muitos fiéis continuam doentes e desempregados e isso, em contraste com o enriquecimento rápido dos seus líderes.

Esta teologia tem trazido tristes conseqüências para toda a Igreja Evangélica, pois ela atinge conceitos elementares da Teologia. Dentre tantos ressaltamos os cruciais:

Conceito de Deus: Esta relação "toma lá, dá cá", entre o crente e Deus, solapa a linda relação de Pai e filho. Cria uma idéia de umdeus pequeno e manipulado, movido pelo dinheiro, como um deus pagão que está à disposição de qualquer um que o agradar e o comprar com seu dinheiro, não interessando se há relacionamento algum entre ambos.

Conceito da Palavra de Deus: Textos fora de contexto são seus pretextos, a Bíblia é usada como muleta para apoiar suas distorções. Enfatiza-se em demasiado as promessas de Deus de maneira equivocada, deixando de lado a grande mensagem de Jesus do negar a si mesmo, tomar a cruz e segui-lo. Mt 16.24, e do arrependimento e conseqüente mudança radical de vida. Mt 3.2

Conceito de Adoração: É gritante a pobreza do conteúdo das letras dos cânticos evangélicos. O que seria louvor ao Deus majestoso tem sua ênfase no homem, porque hoje o meu milagre vai chegar, e eu sei que chegará minha vez, e o Deus Todo Poderoso e sua glória ficam em segundo plano.

Conceito de Oração: Orar como Jesus nos ensinou como expressão de afeto, chamá-lo de nosso Pai, descansar em sua soberania, humilhar-se diante Dele e suplicar para que se faça a sua vontade em nossa vida não levam a nada, a ordem é determinar, colocar Deus na parede e exigir que Ele responda e rápido.

Conceito de Igreja: A Casa de Deus como lugar de comunhão, abrigo para o cansado e oprimido e do serviço em prol do próximo e do Reino de Deus deu espaço a igrejas franqueadas lideradas por pastores comissionados que a tornaram num lugar puramente comercial, onde cultos obedecem à lei do aquecido mercado da fé.

Todavia não podemos afirmar que esta teologia não tenha construído nada, pois tem construído em nossas Igrejas uma geração de cristãos superficiais, e não se busca a Deus para amá-lo e servi-lo, mas apenas suas bênçãos e manifestações.

Portanto é tempo de voltar-nos para a Bíblia que nos adverte de que, “se alguém ensina outra doutrina e não concorda com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo, são homens cuja mente é pervertida e privados da verdade, supondo que a piedade é fonte de lucro. De fato, grande fonte de lucro é a piedade com o contentamento. Porque nada temos trazido para o mundo, nem coisa alguma podemos levar dele. Tendo sustento e com que nos vestir, estejamos contentes. Porque o amor do dinheiro é raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores. Tu, porém, ó homem de Deus, foge destas coisas; antes, segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a constância, a mansidão.ITm 6.3-11


Quem são os ungidos de Deus?

Uma palavra capciosa que tem circulado por aí nos últimos anos é “ungido”, a qual geralmente é usada junto com frases assim: “Estou sentindo a unção!” , “Ele/ela é ungido para pregar a Palavra”, ou então [“Sou um apóstolo/profeta ungido”] e outros termos igualmente melosos. Em geral, quando este termo é usado, ele quer dizer que uma “unção especial” está sendo derramada sobre determinadas pessoas. Ficamos sabendo que todos nós também podemos ter essa “unção especial”, se colocarmos em prática as verdades da Palavra de Deus, do mesmo modo como todos nós a temos recebido de Deus.

Primeiro vamos dar uma olhada na palavra “ungido” e ver se realmente existe uma “unção especial”. No Velho Testamento, a palavra “ungido” significa aplicar óleo no corpo de alguém, simbolizando que Deus escolheu essa pessoa para o serviço do Senhor. Essa pessoa foi consagrada ao Senhor. A palavra “consagrado” significa ter sido separado à parte, provido com o poder de Deus para executar o Seu serviço especial. Também significa que essa pessoa foi declarada limpa, santa e pura. Embora o homem comum seja pecador, é Deus quem consagra e por isso está escrito no Salmo 105:15: “Não toqueis os meus ungidos, e não maltrateis os meus profetas”. Esses eram homens que, no contexto do Velho Testamento, Deus havia escolhido e consagrado para o Seu serviço. [Como vivemos no contexto do Novo Testamento, ou seja, no contexto gentílico, essa palavra mudou em sua significação].

Hoje em dia o que não falta é encontramos profetas/apóstolos auto-nomeados usando este verso, num esforço de auto-exaltação, de pertencer a uma classe especial de “ungidos de Deus”, dizendo que ninguém ouse questionar o que eles estão ensinando [Mesmo porque em geral eles pregam o falso Evangelho, em vez do verdadeiro, e temem ser desafiados em suas falsidades]. Esta é uma posição muito perigosa para alguém nela se colocar, acreditando ter recebido uma unção especial, uma medida extra do Espírito Santo. O profeta Joel disse: “E também sobre os servos e sobre as servas naqueles dias derramarei o meu Espírito” (Joel 2:29). Isso aconteceu no Dia de Pentecoste, conforme Atos 2:16-18, e tem continuado até o dia de hoje. Deus derramou o Seu Espírito sobre toda a carne e todos os que recebem o Senhor Jesus Cristo em seus corações são batizados com o Espírito Santo e com fogo. (Mateus 3:11 e Marcos 1:8). Todos os que têm fé e são batizados em Cristo nascem de novo e se tornam novas criaturas.

Sim, Deus nomeia e coloca membros diferentes em vários lugares no corpo eclesiástico, conforme o talento de cada indivíduo; mas em parte nenhuma da Bíblia existe a sugestão de uma “unção especial” ou de uma “medida extra do Espírito Santo”, a fim de selecionar alguns no Corpo de Cristo. Sempre existirão os que desejam sentir-se especiais ou superiores e os cristãos não estão isentos disso. Este ensino apela à nossa natureza corrupta, à “soberba da vida” (1 João 2:16), contra a qual todos nós devemos lutar. Jesus nos ensina, em Filipenses 2:3: ... cada um considere os outros superiores a si mesmo”.

No Velho Testamento os sacerdotes e profetas ungidos eram os representantes temporários de Deus, provendo perdão aos pecados do povo, até o tempo em que o Sumo Sacerdote Jesus viesse, a fim de prover, sobre a cruz, o perdão definitivo de nossos pecados. Os sacerdotes e profetas eram declarados limpos, santos e puros. Do mesmo modo, todos os que estão Nele também são declarados limpos, santos e puros, pois Deus nos ensina isso em Romanos 4:2-8, com ênfase no verso 5: “Mas, àquele que não pratica, mas crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é imputada como justiça”. Filipenses 3:9: “E seja achado nele, não tendo a minha justiça que vem da lei, mas a que vem pela fé em Cristo, a saber, a justiça que vem de Deus pela fé”; Hebreus 9:12: “Nem por sangue de bodes e bezerros, mas por seu próprio sangue, entrou uma vez no santuário, havendo efetuado uma eterna redenção”; Marcos 1:40-41: “E aproximou-se dele um leproso que, rogando-lhe, e pondo-se de joelhos diante dele, lhe dizia: Se queres, bem podes limpar-me. E Jesus, movido de grande compaixão, estendeu a mão, e tocou-o, e disse-lhe: Quero, sê limpo.”; Atos 10:15: “... Não faças tu comum ao que Deus purificou”.

Nesse caso, quem são hoje em dia os ungidos? 1 João 2;27: “E a unção que vós recebestes dele, fica em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a sua unção vos ensina todas as coisas, e é verdadeira, e não é mentira, como ela vos ensinou, assim nele permanecereis”; 2 Coríntios 1:21: “Mas o que nos confirma convosco em Cristo, e o que nos ungiu, é Deus...” “Não toqueis os meus ungidos” significa, portanto, não tocar em todos aqueles que receberam Jesus Cristo em seus corações. Isso deveria servir de advertência a todos os que pervertem a Palavra de Deus, a fim de alimentar o seu orgulho, querendo colocar-se acima dos ungidos de Deus, [Muitos homens auto-nomeados apóstolos/profetas são] os que, ironicamente, se apropriam desta frase, com mais freqüência, querendo intimidar o povo de Deus.

Contudo, muitos homens sinceros que pregam a Palavra de Deus jamais seriam tão ousados a ponto de se declararem ungidos/infalíveis, sendo humildes bastante para entender a depravação humana.

Observem como Deus é maravilhoso, quando declara que todos os nossos pecados são lavados no sangue do Cordeiro e que todos nós somos iguais diante dEle.Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus” (Gálatas 3:28).

“Who Are God’s Anointed?” - Open Arms International Ministries (OAIM)

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Shekina

É
normal ouvirmos em nossos cultos, congressos, seminários, a palavra “Shekiná”. Desde adolescente ouço esta palavra na igreja. Pregadores a usam com freqüência. Os “ministros do louvor” têm o hábito de usá-la. Temos até um cântico muito conhecido: “Derrama a tua “shekiná” sobre nós.

Agora pergunto: De onde tiramos a palavra “shekiná”? O que significa esta palavra? Será “shekiná” uma expressão encontrada nas Escrituras?

Começando pela última pergunta, a palavra “shekiná” não é encontrada em nenhum lugar das Escrituras! Penso que você neste momento está perplexo. Esses dias atrás, pregando em uma grande igreja aqui em São Paulo, falei sobre isto no púlpito e imagine a reação do plenário, bem como dos obreiros. Após o término do culto, várias pessoas me pararam e diziam: “Pr Marcelo, já ouvi “pregadores de renome” falar isso! Faz tantos anos que ouço todos falarem desta palavra “shekiná”, será mesmo que o sr não está enganado?

Exatamente aqui reside nosso problema. Nós ouvimos os “grandes pregadores” falarem, e aceitamos tudo. Não procuramos pesquisar, averiguar, perscrutar. Tudo o que é novidade, e é falada por alguém de “peso”, nós aceitamos e logo começamos a falar. Falta em nosso meio, cristão bereanos, que analisam a cada dia as Escrituras, para verem se está correto ( At 17.11). Notemos que era Paulo que estava pregando! Homem de cultura invulgar, conhecedor de toda lei judaica, e acima de tudo, um dos maiores pregadores que o mundo conheceu. Ora, se Paulo teve que passar no crivo dos bereanos, o que dizer de nossos pregadores? Serão estes maiores que Paulo?

Mas voltando ao assunto da palavra “shekiná”, este vocábulo não aparece na Bíblia Judaica [ Tanakh] nem no N.T, sendo uma palavra derivada da raiz hebraica -נ -כ- ש (sh-k-n), cujo significado é "habitar", "fazer morada". Se perguntarmos a qualquer irmão, o que significa esta palavra, todos dirão: "a glória de Deus, presença de Deus". Acontece que, “shekiná” não significa nada disso! O vocábulo “glória” no hebraico é “kavod” – o peso da glória de Deus.

A Shekiná, como uma idéia concreta, aparece só na literatura literatura rabínica, havendo somente "alusões" a esta presença divina, no meio do povo de Israel, na Torá, quando Deus disse ao seu povo :

וְעָשׂוּ לִי מִקְדָּשׁ וְשָׁכַנְתִּי בְּתֹוכָֽם׃: Ve Asu Li Mikdash Ve Shakhanti Betocham

- "e fareis um santuário para Mim, e habitarei no meio deles (dos israelitas)"[1];

"וְשָׁכַנְתִּי בְּתוֹךְ בְּנֵי יִשְׂרָאֵל, וְהָיִיתִי לָהֶם לֵאלֹהִים"

- "e habitarei no meio dos filhos de Israel, e serei-lhes por Deus"[2]; e

יְהוָה צְבָאֹות הַשֹּׁכֵן בְּהַר צִיֹּֽון׃

"o Eterno dos exércitos, aquele que habita em Sião"[3].


Conclusão

Vimos por meio deste singelo estudo que a palavra “shekiná” não está nas Sagradas Escrituras. Aprendemos também que “shekiná” não significa : glória, presença de Deus. Ela vem da raiz “shakhan” que significa – habitar, fazer morada. Esta idéia de “skekiná” aparece somente na literatura rabínica, onde os judeus cabalistas [4] começaram a usá-la a partir do séc XIII. Devemos estar sempre prontos a aprender e não ir além da Escritura. Foi o que Lutero disse para Erasmo: “A única diferença entre eu [ Lutero] e você [Erasmo] é que eu me coloco debaixo da autoridade das Escrituras, e você se coloca acima dela.
trans. Púlpito Cristão




Propaganda Eleitoral na Igreja é Crime: Denuncie!!!

C
aro amigo,

Estamos bem próximos das eleições, e como você já deve saber, algumas igrejas evangélicas (e também católicas ou de outras vertentes) têm como costume ceder o púlpito para candidatos discursarem. Toda véspera de eleição é comum ver o altar se transformar em palanque e as portas dos templos se abrindo para toda classe de charlatanismo.

Acontece que esta prática, além de medíocre, também é criminosa. Segundo a Lei 9.504/97 e de acordo com o artigo 13 da resolução 22.718/2008, do Tribunal Superior Eleitoral, fica proibida toda e qualquer propaganda eleitoral dentro de templo. A lei entende que os templos são espaços de acesso comum e não devem ser usados como palanques eleitorais.

Sendo assim, se você notar que estão usando sua igreja como curral eleitoral, DENUNCIE. Precisamos dar um basta nessa politicagem dentro dos templos. Igreja é lugar de louvar a Deus!

Distribuir santinhos, fazer o púlpito de palanque eleitoral e colocar cabresto no eleitor é uma atitude criminosa.

Para denunciar a politicagem na sua igreja, basta procurar a delegacia ou o cartório eleitoral.

Vamos acabar com essa palhaçada!
(Transcrito do Blog Púlpito Cristão)

domingo, 2 de maio de 2010

A igreja 'evangélica' e as eleições políticas

Carlos LimaCarlos Lima
Repórter OGalileO
01/02/2010 13:53h
As eleições estão às portas, e não demora as hienas ávidas por poder saem de seus covis em busca da carniça humana, já putrefata de tanta inércia do pensar.

Tadinho do meu povo. É apenas uma vítima do ardil competentíssimo dos que presidiram anos e anos, instaurando a obrigatoriedade da ignorância.

Parabéns, Vossa Excelência foi um sucesso nessa empreitada!

Queria falar algo nessas símplices linhas sobre a fenomenologia nauseante que é o envolvimento da 'igreja' nesse carnaval luciferiano, orgulhoso e pavonístico até o pó do osso.

Não raro você verá, como já viu, as Dilmas numa quinta no culto evangélico e numa sexta rezando aos orixás, acendendo velas pra todos os santos. Justo eles que, quando lhes interessa, dizem que o estado é laico.

Diga-me uma coisa:

Você entregaria a sua esposa para ser usada por um interesseiro que não tem nenhum amor por você e muito menos por sua amada?

Pois é isso que estão fazendo com a igreja.

Entregaram-na aos prazeres da carne dos poderosos se tornando depositária do sêmem repugnante da impiedade, sem direito abortivo, sendo que os filhos virão em formas decadentes reproduzindo mais inferno, mais prostitutas cultuais, num processo viral que não terá fim, a não ser quando o Ômega vier com sua espada desembainhada em fogo.

Falsos profetas, pastores, bispos, após-tolos, líderes eclesiásticos, ainda há tempo de se converterem. Não é vergonha nenhuma, vergonha sim é viver nessa podridão de alma.

O que disse vai se perder, tão logo o que não disse aparecer.

De Deus não se zomba, tudo o que o homem semear isso também colherá.

Ai de vós fariseus, guias cegos, que coais o mosquito e engolis o camelo. O meu mestre disse isso tudo a respeito, e disse ainda mais;

- O meu reino não é desse mundo!

Não quis o poder político. Se quisesse o teria, se fosse da vontade do Pai.

Não acredite em político evangélico!

Apenas acredite em Evangélico político, pois o Evangelho (O Verdadeiro) deve vir antes de qualquer política.

Se for sal de verdade, salgará a terra e ninguém o verá, contudo, sentirá o sabor.

Acho que vou parando por aqui. Não preciso mais discorrer sobre esse assunto, afinal, a verdade persuade por si mesma, não há duas mentiras iguais, nem duas verdades diferentes.

Digo, por fim, que não sou radicalmente contra o envolvimento de evangélicos com a política. Acredito em gente boa de Deus como a Marina Silva.

Pra lembrar: 'Aplaudir o ridículo é mil vezes mais se ridicularizar'.

Um abraço, Na esperança de que quando vier O perfeito, toda imperfeição seja aniquilada.



Por Carlos Lima conteudo@ogalileo.com.br

sexta-feira, 30 de abril de 2010



“Afinal, quem é tua cobertura?”

Esta é a pergunta concisa feita por muitos cristãos modernos em toda parte aos que se reúnem fora
da igreja institucional. Mas, o que há no âmago desta pergunta? Qual sua base bíblica? É disto que nos
ocuparemos neste post.
Sustento que o ensino moderno conhecido como “cobertura protetora” tem gerado uma enorme
confusão e uma conduta cristã anômala. Este ensino afirma que os cristãos estão protegidos do erro
doutrinal e do fracasso moral quando se submetem à autoridade de outro crente ou organização.
A dolorosa experiência de muitos me levou a concluir que o ensino da “cobertura” é um assunto
que perturba grandemente a Sião em nossos dias e exige uma reflexão crítica.
A “Cobertura” está Coberta pela Bíblia?
É surpreendente que a palavra “cobertura” apareça apenas uma vez em todo o NT. É usada
referindo-se à cabeça coberta da mulher (1 Cor. 11:15). Ao passo que o Antigo Testamento (AT) utiliza
pouco este termo, sempre o emprega referindo-se a uma peça do vestuário natural. Nunca é utilizado de
maneira espiritual ligando-o a autoridade e submissão.
Portanto, a primeira coisa que podemos dizer acerca da “cobertura” é que há escassa evidencia
Bíblica para construir-se uma doutrina. Não obstante, incontáveis cristãos repetem como papagaios à
pergunta “quem-é-tua-cobertura?” e insistem nela como se fosse a prova do ácido que mede a
autenticidade de uma igreja ou ministério.
Se a Bíblia silencia com respeito à idéia da “cobertura” o que é que se pretende dizer com a
pergunta, “Quem é tua cobertura”? A maioria (se insistíssemos) formularia esta mesma pergunta em
outras palavras: “A quem você presta contas?”.
Mas isso suscita outro ponto difícil. A Bíblia nunca remete a prestação de contas a seres humanos,
mas exclusivamente a Deus! (Mat. 12:36; 18:23; Luc. 16:2; Rom. 3:19; 14:12; 1 Cor. 4:5; Heb. 4:13;
13:17; 1 Ped. 4:5).
Por conseguinte, a sadia resposta Bíblica à pergunta “a quem prestas contas?” É bem simples:
“presto contas à mesma pessoa que você, a Deus”. Assim, pois, é estranho que tal resposta provoque
tantos mal entendidos e falsas acusações.
Deste modo, embora o tom e o timbre do “prestar contas” difira apenas da “cobertura”, a cantilena
é essencialmente a mesma, e sem dúvida não harmoniza com o inconfundível canto da Escritura.
Trazendo à Luz a Verdadeira Pergunta que se Esconde Atrás da Cobertura
Ampliemos um pouco mais a pergunta. Que é que se pretende realmente dizer na pergunta acerca
da “cobertura”? Permito-me destacar que a verdadeira pergunta é, “Quem te controla?”.
O (maléfico) ensino comum acerca da “cobertura” realmente se reduz a questões acerca de quem
controla quem. De fato, a moderna igreja institucional está construída sobre este controle.
Conseqüentemente, a gente raras vezes reconhece que é isto que está na base da questão, pois se
supõe que este ensino esteja bem ancorado nas Escrituras. São muitos os cristãos que crêem que a
“cobertura” é apenas um mecanismo protetor.
Assim, pois, se examinarmos o ensino da “cobertura”, descobriremos que está baseado em um
estilo de liderança do tipo cadeia de comando hierárquico. Neste estilo de liderança, os que estão em
posições eclesiásticas mais altas exercem um domínio tenaz sobre os que estão debaixo deles. É absurdo
que por meio deste controle de direção hierárquica de cima para baixo se afirme que os crentes estejam
protegidos do erro.
O conceito é mais ou menos o seguinte: todos devem responder a alguém que está em uma
posição eclesiástica mais elevada. Na grande variedade das igrejas evangélicas de pós guerra, isto se
traduz em: os “leigos” devem prestar contas ao pastor. Que por sua vez deve prestar contas a uma pessoa
que tem mais autoridade.
O pastor, tipicamente, presta contas à sede denominacional, a outra igreja (muitas vezes chamada
de “igreja mãe”), ou a um obreiro cristão influente a quem considera ter um posto mais elevado na
pirâmide eclesiástica.
De modo que o “leigo” está “coberto” pelo pastor, e este, por sua vez, está “coberto” pela
denominação, a igreja mãe, ou o obreiro cristão. Na medida que cada um presta contas a uma autoridade
eclesiástica mais elevada, cada um está protegido (“coberto”) por essa autoridade. Esta é a idéia.
Este padrão de “cobertura-responsabilidade em prestar contas” se estende a todas as relações
espirituais da igreja. E cada relação é modelada artificialmente para que encaixe neste padrão. É vedada
qualquer relação fora disto – especialmente dos “leigos” com respeito aos “líderes”.
Mas esta maneira de pensar gera as seguintes perguntas: Quem cobre a igreja mãe? Quem cobre a
sede denominacional? Quem cobre o obreiro cristão?
Alguns oferecem a fácil resposta de que Deus é quem cobre estas autoridades “mais elevadas”.
Mas esta resposta enlatada demanda outra questão: O que impede que Deus seja diretamente a
“cobertura” dos “leigos”, ou mesmo do pastor?
Sem dúvida, o problema real com o modelo “Deus-denominação-clero-leigos” vai bem além da
lógica incoerente e danosa a que esta conduz. O problema maior é que este modelo viola o espírito do
Novo Testamento, porque por trás da retórica piedosa de “prover da responsabilidade de prestar contas” e
de “ter uma cobertura”, surge ameaçador um sistema de governo que carece de sustento bíblico e que é
impulsionado por um espírito de controle.