quinta-feira, 27 de maio de 2010


LIBERTAS QUAE SERA TAMEN

Em 1520, o ex-monge agostiniano Martinho Lutero queimou em praça pública, em ato simbólico, a bula papal que o excomungava da Igreja Católica Romana. Esta ação de Lutero tem um significado muito importante para a igreja em todas as épocas. Antes de tudo, significa que a consciência de todos os cristãos não está cativa a instituições terrenas, nem a suas autoridades, mesmo que se proclamem os donos da verdade e sustentem que seus atos são feitos em nome de Deus, em nome de Jesus, ou na autoridade do Espírito Santo. Isto quer dizer que, individualmente, todo cristão sincero e comprometido com os valores e propósitos do reino de Deus é um sacerdote e profeta na Casa de Deus, conclusão derivada de um dos fundamentos doutrinários da Reforma – o sacerdócio universal dos crentes.

O sacerdócio universal dos crentes foi uma doutrina que Lutero e os demais Reformadores nos legaram, mas que sempre esteve implícita em toda a Escritura Sagrada e mais explícita ainda no Novo Testamento. Porém, a igreja medieval a obscurecia sob o manto das autoridades episcopais e de sua hierarquia sacerdotal. Os bispos e seus concílios se achavam acima do bem e do mal, inquestionáveis sob todos os ângulos. Os motivos da excomunhão de Lutero foram suas ousadas publicações e suas conseqüências naturais. Começou com as 95 teses contra a venda das indulgências e prosseguiu com diversos livros que conclamavam o povo cristão a se submeter somente à autoridade das Escrituras. Se Lutero não tivesse a consciência de profeta e fosse primeiro pedir licença a seus superiores hierárquicos para publicar suas obras, não seria ele o grande pivô da revolução que a História denominou de Reforma.

Por isso, todo o povo de Deus pode ser profeta. Uma das funções principais do profeta é denunciar o erro, o pecado, sem pedir licença a ninguém, mesmo se os transgressores sejam os que usam como escudo seus ofícios eclesiásticos e pomposos títulos de “ungidos do Senhor”, como se só eles o fossem. Infelizmente no meio evangélico essa tal síndrome de “ungidos do Senhor” em exclusividade vem tomando corpo por grande influência do pentecostalismo e seus afluentes. Mas nenhum cristão pode perder a visão de estar sempre alerta contra desmandos e negligências de lideranças frequentemente apenas preocupadas com a manutenção de suas vaidades, inclusive e principalmente as vaidades espirituais alimentadas pela síndrome dos “ungidos do Senhor”.

terça-feira, 25 de maio de 2010


O PASTOR ME PROIBIU DE NAMORAR!

Volta e meia recebo emails de adolescentes e jovens que compartilham que os seus pastores os proibiram de namorar. Sei de casos em que o pastor é quem escolhe com quem o rapaz ou a moça devem se relacionar em namoro. Há pouco fiquei sabendo de uma igreja cuja regra estabelecida pelo pastor é que só se pode namorar depois dos 23 anos de idade, antes disso não, e quem desobedecer a determinação pastoral comete rebeldia tornando-se passível de punição.

Caro leitor, vamos combinar uma coisa? Alguns pastores definitivamente se sentem donos do rebanho. Determinar com quem o jovem vai namorar ou quando isso deve acontecer é no mínimo despótico e arbitrário.

Como já escrevi anteriormente, não sou contra as relações de namoro que um jovem possa desenvolver com uma moça. Antes pelo contrário, acredito que relações afetivas entre um rapaz e sua namorada contribuem significativamente para o desenvolvimento de uma auto-estima saudável. Sou contra sim a banalização das relações, sou contra as “ficações” que contribuem para o adoecimento da alma de nossos adolescentes, sou contra o beijar por beijar! Agora, daí proibir o namoro ou estebelecer que os jovens só podem namorar depois de determinada idade há uma grande e substancial diferença.

Lamentávelmente a questão é que boa parte dos pastores não conseguem lidar muito bem com o equilibrio e liberdade que Cristo nos outorgou, mesmo porque, para eles a proibição é o melhor meio de se precaver de problemas futuros.

Prezado amigo, diferentemente dos que se consideram donos do rebanho, acredito que proibir não é o melhor caminho no processo de edificação e consolidação na vida espiritual dos nossos jovens. Na verdade, o que eles mais precisam é de discipulado e aconselhamento cristão cuja tônica principal deve ser a vontade de Deus.

Diante do exposto, afirmo que NÃO cabe ao pastor DETERMINAR sua vontade, mas sim aconselhar suas ovelhas, permitindo com que cada uma delas tome suas decisões de forma livre e consciente. Além disso, o pastor NÃO pode IMPOR sanções, ou "castigos" disciplinares àqueles que por um motivo ou outro resolveram namorar alguém cujo líder espiritual não aprovou não quis.

Pense nisso!
Pulpito Cristão
Comentário nosso:
Além de ser uma imoralidade, acabe ferindo o direito de Livre Arbítrio, que Deus nos concedeu, e que o respeita.
Durante minha caminhada cristã já vi muitos relacionamentos destruídos, por influencia de pastores e pastoras.
O pastor decide com quem, quando e como vai ser o namoro, como se ele tivesse condição de arbitrar, ou dons de clarividência, para saber os pares perfeitos.
Na verdade a velha formula institucional, que prendia, que julgava, que condenava e executava em nome de Deus está mais viva do que nunca. Só mudou de nome, o papa não chama mais papa, chama "Apostolo", e a instituição "Evangélica".

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Existe doença hoje mais ameaçadora que a gripe suína? Sim existe. O nome dela é neopentecostalismo. Estou convencido de que esse sistema é um mal sem precedentes na igreja evangélica. Você já percebeu quantas pessoas são adeptas do neopentecostalismo? Não? Basta então olhar para os templos como estão abarrotados de pessoas enganadas pelas falsas promessas e pela falsa doutrina dessas seitas.

Porque devo me abster do neopentecostalismo?

Primeiro porque ele prega um falso Jesus que não tem poder pra livrar o homem de maldições, visto que, as campanhas milagrosas que promovem são todas voltadas para retirar encostos, quebrar maldições e forçar Deus a nos dar coisas que nos deve, é nosso por direito.

Segundo, porque ele vai além da Bíblia. Ele baseia sua doutrina e prática em parte em experiências, visões, sonhos e revelações extrabíblicas.

Terceiro, as seitas neopentecostais montaram um sistema de extorsão do povo baseado em falsas promessas e curas forjadas. Uma verdadeira lavagem cerebral que faz o pobre entregar até seu último centavo em busca de redenção.

Quarto, promove a "incorporação" da liturgia afro-brasileira nas práticas cristãs. Alguns cultos neopentecostais são verdadeiros espetáculos de transe e meninice e lembram muito um terreiro de umbanda.

Quinto, age pela teologia do medo, dizendo que existem demônios territoriais e uma geopolítica infernal que controla a terra. Mantém seus fiéis presos a instituição por conta da idéia de que se saírem da cobertura espiritual do ministério serão consumidos pelo diabo.

O neopentecostalismo é uma doença, e o evangelho de Jesus é a cura! Precisamos ensinar e pregar a verdade nas nossas igrejas, instruir o povo de Deus sobre as verdades espirituais e sobre a realidade da vida.

Chega de regressões ao útero materno, liberação de perdão a Deus, Novas revelações dos 12, campanha dos 7 reais, sabonete de arruda, caminho do sal, travessia do rio Jordão e etc... O sacrifício já foi feito e o preço foi pago na cruz por Cristo, agora só nos resta agradecê-lo servindo-o e ao próximo.

Fiquem com Deus e digam não ao neopentecostalismo.
Púlpito Cristão/ Marcio de Souza

segunda-feira, 17 de maio de 2010

MATÉRIA PUBLICADA NO JORNAL DIÁRIO DA MANHÃ SOBRE:

"DENTE DE OURO"

Jornal Diário da Manhã

Goiânia, terça-feira, 1.º de dezembro de 1992



Os Dentes de Ouro





Senhor redator

Tenho acompanhado um determinado movimento no meio de algumas igrejas de Goiânia e fora daqui, especialmente Assembléia de Deus, Luz para os Povos e Comunidade Evangélica. É o caso do aparecimento dos dentes de ouro na boca de seus adeptos. Os jornais já focalizaram o assunto.

Quero afirmar que o fenômeno em primeiro lugar aconteceu na vida de Dona Guilhermina de Morais da Rocha, mãe-de-santo em Salvador, Bahia, em janeiro de 1985. O jornal A Tarde trouxe na época:"Mãe Guilhermina confessa que uma restauração em sua boca se transformou em ouro, da noite para o dia, atribuindo o milagre a Oxalá e concluiu que 3 dias depois do acontecimento, em Feira de Santana, o pai-de-santo Zé Gomide do centro 7 Caboclos, também recebeu o mesmo fenômeno com 2 dentes inteiros de ouro". O escritos baiano Sérgio Antunes de Ávila afirmou em seu livro "Fenômenos do Mundo Espiritual", à página 57, o seguinte: "Os guias espirituais advertem que não se faça divulgação do aparecimento de jaquetas, obturações e dentes de ouro, fenômeno que está se propagando em vários centros e terreiros da Bahia. Os bons espíritos afirmam que haverá uma ordem de Oxalá, o grande Maitreya de uma Nova Era, para a divulgação do fato, nas proximidades do ano 2.000 quando logo após já estaremos na Era de Aquários. Até lá várias pessoas serão agraciadas com o fenômeno, de maneira especial indivíduos voltados para a espiritualidade, que anseiam por merecedores de dons e milagres do divino. Fiéis de várias religiões serão agraciados com o especial mistério. É a preparação para o reinado do Grande Ser, que dominará o mundo com uma só religião. É o cumprimento da palavra de Jesus: E surgirá um fazendo tão grandes sinais, prodígios e maravilhas, nos fins da era" (Era de Peixes para a de Aquárius). Mas fica a advertência: Esperem a ordem de Oxalá para a sua divulgação, perto do ano 2000, com a chegada do Homem Forte, o Grande Maytreia". O livro de Sérgio Ávila foi editado em 1987.
[Maitreya: é o Messias da Nova Era. Este movimento publicou, em 25/04/82, um anúncio de página inteira em jornais de grande circulação, com os seguintes dizeres: "Cristo está agora entre nós. Ele não vem para nos julgar, porém para ajudar a humanidade e para inspirá-la. Ele é Maitreya, o educador do mundo e da nova geração humana, uma pessoa para qual existem diversos nomes: o Messias dos Judeus, o quinto Buda dos Budistas, o Mahdi dos muçulmanos e o Krishna dos Hindus. Agora ele se revelará para nos conduzir a uma nova era. Sua presença nos garante que não haverá uma terceira guerra mundial"].

O fenômeno no seio daquelas igrejas que mencionei no início da carta é a continuação do plano global para a mudança do mundo. Os crentes agraciados com o Dom não devem promover a sua divulgação, aguardem a ordem para a ampla propaganda que será efetuada em todos os lugares, no momento certo. Aqui em Goiânia, temos dezenas de espiritualistas, umbandistas que receberam os dotes de ouro em suas bocas, mas aguardam as ordens superiores para a divulgação.

Muito obrigado pela publicação. Sou leitor assíduo do Diário, jornal pelo qual tenho uma apreciação singular. Parabéns.

Atenciosamente,

Firmino Salles de Lima Albuquerque - Pai-de-santo há mais de 20 anos.






Aqui termina a citação do jornal e começa o comentário:

O fenômeno do dente de ouro têm servido para dividir os crentes. Somente isto seria motivo suficiente para crer que tal fenômeno não é de Deus, pois tudo que Deus faz, Ele faz para unir o seu povo e não para dividir. De um lado há um grupo eufórico que não têm dúvida alguma que esta manifestação seja de Deus. Do outro lado há os céticos que negam a evidência do fenômeno, procurando dar uma explicação racional.

Não negamos o fenômeno, porém não afirmamos que seja sinal divino. Cremos que tal fenômeno vêm ocorrendo, porém questionamos a sua origem. É realmente uma manifestação divina? Qual seria o propósito de Deus manifestar-se dessa forma em nossos dias? Há qualquer paralelo ou base bíblica direta para esse fenômeno? Que resultado esse fenômeno provoca na pessoa que o recebe? Orgulho espiritual do tipo "sou melhor que você porque Deus me restaurou um dos vários dentes"? Pessoas que já receberam o dente de ouro estão se considerando mais espirituais do que as outras. Igrejas que acreditam no fenômeno, como manifestação divina, têm considerado aquelas que ainda não receberam o sinal, como igrejas carnais. Isto é da vontade de Deus? Porque Deus utilizaria ouro em vez de utilizar matéria prima de sua criação, o esmalte, que foi utilizado na criação dos dentes. O dente de ouro é mais perfeito do que o de esmalte? O cego de Jericó (Lc.18:35-43) teve seu olho restaurado com matéria prima original, carne, sangue, veias, nervos, ou com vidro ou fibra ótica? Jesus não criou um óculos (que é feito de vidro) para o cego, mas restaurou-lhe os olhos. Porque Deus restauraria os dentes com ouro em vez de esmalte? Quem usa ouro são os dentistas, porque não podem recriar os dentes cariados com esmalte. Isto é obra de Deus, que tudo faz perfeito. Mas estou certo de que os próprios dentistas, caso pudessem, prefeririam fazer restaurações originais, usando esmalte ao invés do ouro ou da amálgama. Muitos dentistas examinaram alguns crentes, "agraciados" com o fenômeno, e constataram tratar-se de um fato cientificamente explicável. Muitos estão utilizando um material diferente da amálgama de prata, material este que assume coloração dourada após algum tempo na boca, por causa da ionização do organismo.

Seria esta manifestação um sinal inconfundível da manifestação de Deus? Este sinal, que se diz ser divino, pode ser realizado por Satanás? Parece que sim: "...segundo a eficácia de Satanás com todo o poder e sinais e prodígios de mentira, e com todo o engano da injustiça... (II Ts.2:9,10). Pode este sinal ser realizado pelos homens? Os dentistas podem fazê-lo? Como se explicam as mesmas manifestações ocorrendo entre os adeptos de seitas heréticas?

A manifestação de Deus é inconfundível, pois tudo que Deus faz é perfeito, e tem o propósito de unificar os crentes. Para aqueles que insistem na crença deste fenômeno, convém a advertência bíblica: Rogo-vos, irmãos, que noteis os que promovem dissensões e escândalos contra a doutrina que aprendestes; desviai-vos deles (Rm.16:17). O maior sinal da manifestação de Deus na vida dos crentes, é o fruto do Espírito (Gl.5:16-26), e este sinal Satanás não pode copiar nem imitar ou fraudar!




terça-feira, 11 de maio de 2010

Bastam as eleições se aproximarem, que se torna absolutamente comum aparecer nos arraiais evangélicos, pastores afirmando que receberam um chamado especial da parte de Deus para se candidatar a algum cargo publico. Entretanto, a história recente do Brasil nos mostra que a chegada de políticos evangélicos a cargos públicos não tem feito diferença na ética política do país, isto porque, o universo político evangélico não constitui, uma referência ética à sociedade brasileira. Basta ver que, nos últimos anos, o envolvimento da maioria dos evangélicos com a política produziu mais males do que benefícios.

Lembro que certa feita enquanto oficializava uma cerimônia fúnebre, um destes “pseudos-politicos-cristãos”, solicitou-me uma pequena oportunidade para que publicamente pudesse demonstrar sua solidariedade à família enlutada, além obviamente de falar de sua candidatura à Câmara Municipal da Cidade. Fato que obviamente não permiti.

Em época de eleição é comum receber a solicitação de inúmeros pastores, os quais em nome de “Deus”, advogam a crença de que o Todo-Poderoso os convocou a uma missão hercúlea, a qual somente eles conseguirão viabilizar. Tais cidadãos fazem uso de chavões e de frases prontas do tipo: "Somos cabeça e não cauda", “ A política brasileira precisa de homens de Deus”, e etc.

Ora, não acredito em messianismos utópicos, nem tampouco em pastores especiais, que trocaram o santo privilégio de ser pregador do evangelho eterno por um cargo público qualquer. Não estou com isso afirmando de que o crente em Jesus não pode jamais concorrer a um cargo público. Tenho convicção de que existem pessoas vocacionadas ao serviço público, as quais devem se dedicar com todo esmero a esta missão. No entanto, acredito que o fator preponderante a candidatura a um cargo qualquer, deve ser motivada pelo desejo de servir o povo e a nação, jamais fazendo do nome de Deus catapulta para sua projeção pessoal. Agora, se mesmo assim o pastor desejar candidatar-se, que deixe o pastorado, que não misture o santo ministério com o serviço público, que não barganhe a fé, nem tampouco confunda as ovelhas de Cristo com o gado marcado para o abate. Que não comercialize aqueles que o Senhor os confiou, nem tampouco se locuplete do nome de Deus a fim de atingir seus planos e objetivos.

Encerro este artigo lembrando do pastor Billy Graham que ao receber o convite para concorrer à presidência da República dos Estados Unidos da América, recusou dizendo: “Por acaso eu trocaria o Santo Ministério da Palavra de Deus por um cargo tão insignificante?”

Pois é, cara pálida. Ouso afirmar que infelizmente alguns dos nossos pastores ao contrário do Dr. Billy Grahan aceitariam o convite na hora.
Renato Vargas/Pulpito Cristão

quinta-feira, 6 de maio de 2010


Vamos preservar a unidade? Primeiro precisamos saber onde está esta unidade. Mesmo quando descobrir, cuide bem dela, este produto é perecível.... Defenda- a das heresias, dos falsos mestres, dos falsos apóstolos, dos aproveitadores e dos falsos profetas. Só podemos preservar um produto que existe.
(Pastor Ubirajara Crespo)

terça-feira, 4 de maio de 2010


Teologia da prosperidade (Confissão Positiva)


Nada tem agredido tanto o Evangelho de Cristo em nosso tempo como esta anomalia chamada Teologia da Prosperidade ou Confissão Positiva. Que em síntese prega a salvação como um meio para a prosperidade financeira. Seus expositores afirmam que o cristão verdadeiro tem o direito de exigir prosperidade nesta vida.

Ela teve seu surgimento em 1940 nos EUA com E. W. Kenyon, que desenvolveu estudos sobre o poder da mente e o poder do pensamento positivo. Mas teve maior expressão pelo mundo com Kenneth Hagin que ensinou a famosa "fórmula da fé", a qual ensina que se alguém deseja algo de Jesus, basta segui-la: 1) "Diga a coisa" positiva ou negativamente, tudo depende do indivíduo. Essa é a essência da confissão positiva. 2) "Faça a coisa". "Seus atos derrotam-no ou lhe dão vitória. 3) "Receba a coisa". A fé é o pino da tomada. Basta conectá-lo. 4) "Conte a coisa" a fim de que outros também possam crer". Segundo ele, o cristão dever usar as expressões: exijo, decreto, declaro, determino, reivindico, em lugar de dizer: peço, rogo, suplico; jamais dizer: "se for da tua vontade", pois isto destrói a fé.

No Brasil ela teve grande espaço principalmente nas Igrejas Neo-Pentecostais, que usam e abusam da auto-ajuda em sua mensagem, mas teve reflexos também nas Igrejas Pentecostais, Históricas e Católica Romana. A mesma mídia que é usada como ferramenta principal de divulgação, propaga uma abundância de absurdos que envergonham o Evangelho de Cristo.

Foi comprovado pelo IBGE que os evangélicos que mais contribuem com estas igrejas que pregam esta teologia, são os religiosos mais pobres do País. Ou seja, essa teologia na prática não funciona. Aliás, funciona apenas para seus líderes segundo Ariovaldo Ramos, que são os únicos que enriquecem. Sociólogos apontam que isto tem gerado decepção. Porque, ao contrário do prometido, muitos fiéis continuam doentes e desempregados e isso, em contraste com o enriquecimento rápido dos seus líderes.

Esta teologia tem trazido tristes conseqüências para toda a Igreja Evangélica, pois ela atinge conceitos elementares da Teologia. Dentre tantos ressaltamos os cruciais:

Conceito de Deus: Esta relação "toma lá, dá cá", entre o crente e Deus, solapa a linda relação de Pai e filho. Cria uma idéia de umdeus pequeno e manipulado, movido pelo dinheiro, como um deus pagão que está à disposição de qualquer um que o agradar e o comprar com seu dinheiro, não interessando se há relacionamento algum entre ambos.

Conceito da Palavra de Deus: Textos fora de contexto são seus pretextos, a Bíblia é usada como muleta para apoiar suas distorções. Enfatiza-se em demasiado as promessas de Deus de maneira equivocada, deixando de lado a grande mensagem de Jesus do negar a si mesmo, tomar a cruz e segui-lo. Mt 16.24, e do arrependimento e conseqüente mudança radical de vida. Mt 3.2

Conceito de Adoração: É gritante a pobreza do conteúdo das letras dos cânticos evangélicos. O que seria louvor ao Deus majestoso tem sua ênfase no homem, porque hoje o meu milagre vai chegar, e eu sei que chegará minha vez, e o Deus Todo Poderoso e sua glória ficam em segundo plano.

Conceito de Oração: Orar como Jesus nos ensinou como expressão de afeto, chamá-lo de nosso Pai, descansar em sua soberania, humilhar-se diante Dele e suplicar para que se faça a sua vontade em nossa vida não levam a nada, a ordem é determinar, colocar Deus na parede e exigir que Ele responda e rápido.

Conceito de Igreja: A Casa de Deus como lugar de comunhão, abrigo para o cansado e oprimido e do serviço em prol do próximo e do Reino de Deus deu espaço a igrejas franqueadas lideradas por pastores comissionados que a tornaram num lugar puramente comercial, onde cultos obedecem à lei do aquecido mercado da fé.

Todavia não podemos afirmar que esta teologia não tenha construído nada, pois tem construído em nossas Igrejas uma geração de cristãos superficiais, e não se busca a Deus para amá-lo e servi-lo, mas apenas suas bênçãos e manifestações.

Portanto é tempo de voltar-nos para a Bíblia que nos adverte de que, “se alguém ensina outra doutrina e não concorda com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo, são homens cuja mente é pervertida e privados da verdade, supondo que a piedade é fonte de lucro. De fato, grande fonte de lucro é a piedade com o contentamento. Porque nada temos trazido para o mundo, nem coisa alguma podemos levar dele. Tendo sustento e com que nos vestir, estejamos contentes. Porque o amor do dinheiro é raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores. Tu, porém, ó homem de Deus, foge destas coisas; antes, segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a constância, a mansidão.ITm 6.3-11