terça-feira, 4 de maio de 2010


Quem são os ungidos de Deus?

Uma palavra capciosa que tem circulado por aí nos últimos anos é “ungido”, a qual geralmente é usada junto com frases assim: “Estou sentindo a unção!” , “Ele/ela é ungido para pregar a Palavra”, ou então [“Sou um apóstolo/profeta ungido”] e outros termos igualmente melosos. Em geral, quando este termo é usado, ele quer dizer que uma “unção especial” está sendo derramada sobre determinadas pessoas. Ficamos sabendo que todos nós também podemos ter essa “unção especial”, se colocarmos em prática as verdades da Palavra de Deus, do mesmo modo como todos nós a temos recebido de Deus.

Primeiro vamos dar uma olhada na palavra “ungido” e ver se realmente existe uma “unção especial”. No Velho Testamento, a palavra “ungido” significa aplicar óleo no corpo de alguém, simbolizando que Deus escolheu essa pessoa para o serviço do Senhor. Essa pessoa foi consagrada ao Senhor. A palavra “consagrado” significa ter sido separado à parte, provido com o poder de Deus para executar o Seu serviço especial. Também significa que essa pessoa foi declarada limpa, santa e pura. Embora o homem comum seja pecador, é Deus quem consagra e por isso está escrito no Salmo 105:15: “Não toqueis os meus ungidos, e não maltrateis os meus profetas”. Esses eram homens que, no contexto do Velho Testamento, Deus havia escolhido e consagrado para o Seu serviço. [Como vivemos no contexto do Novo Testamento, ou seja, no contexto gentílico, essa palavra mudou em sua significação].

Hoje em dia o que não falta é encontramos profetas/apóstolos auto-nomeados usando este verso, num esforço de auto-exaltação, de pertencer a uma classe especial de “ungidos de Deus”, dizendo que ninguém ouse questionar o que eles estão ensinando [Mesmo porque em geral eles pregam o falso Evangelho, em vez do verdadeiro, e temem ser desafiados em suas falsidades]. Esta é uma posição muito perigosa para alguém nela se colocar, acreditando ter recebido uma unção especial, uma medida extra do Espírito Santo. O profeta Joel disse: “E também sobre os servos e sobre as servas naqueles dias derramarei o meu Espírito” (Joel 2:29). Isso aconteceu no Dia de Pentecoste, conforme Atos 2:16-18, e tem continuado até o dia de hoje. Deus derramou o Seu Espírito sobre toda a carne e todos os que recebem o Senhor Jesus Cristo em seus corações são batizados com o Espírito Santo e com fogo. (Mateus 3:11 e Marcos 1:8). Todos os que têm fé e são batizados em Cristo nascem de novo e se tornam novas criaturas.

Sim, Deus nomeia e coloca membros diferentes em vários lugares no corpo eclesiástico, conforme o talento de cada indivíduo; mas em parte nenhuma da Bíblia existe a sugestão de uma “unção especial” ou de uma “medida extra do Espírito Santo”, a fim de selecionar alguns no Corpo de Cristo. Sempre existirão os que desejam sentir-se especiais ou superiores e os cristãos não estão isentos disso. Este ensino apela à nossa natureza corrupta, à “soberba da vida” (1 João 2:16), contra a qual todos nós devemos lutar. Jesus nos ensina, em Filipenses 2:3: ... cada um considere os outros superiores a si mesmo”.

No Velho Testamento os sacerdotes e profetas ungidos eram os representantes temporários de Deus, provendo perdão aos pecados do povo, até o tempo em que o Sumo Sacerdote Jesus viesse, a fim de prover, sobre a cruz, o perdão definitivo de nossos pecados. Os sacerdotes e profetas eram declarados limpos, santos e puros. Do mesmo modo, todos os que estão Nele também são declarados limpos, santos e puros, pois Deus nos ensina isso em Romanos 4:2-8, com ênfase no verso 5: “Mas, àquele que não pratica, mas crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é imputada como justiça”. Filipenses 3:9: “E seja achado nele, não tendo a minha justiça que vem da lei, mas a que vem pela fé em Cristo, a saber, a justiça que vem de Deus pela fé”; Hebreus 9:12: “Nem por sangue de bodes e bezerros, mas por seu próprio sangue, entrou uma vez no santuário, havendo efetuado uma eterna redenção”; Marcos 1:40-41: “E aproximou-se dele um leproso que, rogando-lhe, e pondo-se de joelhos diante dele, lhe dizia: Se queres, bem podes limpar-me. E Jesus, movido de grande compaixão, estendeu a mão, e tocou-o, e disse-lhe: Quero, sê limpo.”; Atos 10:15: “... Não faças tu comum ao que Deus purificou”.

Nesse caso, quem são hoje em dia os ungidos? 1 João 2;27: “E a unção que vós recebestes dele, fica em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a sua unção vos ensina todas as coisas, e é verdadeira, e não é mentira, como ela vos ensinou, assim nele permanecereis”; 2 Coríntios 1:21: “Mas o que nos confirma convosco em Cristo, e o que nos ungiu, é Deus...” “Não toqueis os meus ungidos” significa, portanto, não tocar em todos aqueles que receberam Jesus Cristo em seus corações. Isso deveria servir de advertência a todos os que pervertem a Palavra de Deus, a fim de alimentar o seu orgulho, querendo colocar-se acima dos ungidos de Deus, [Muitos homens auto-nomeados apóstolos/profetas são] os que, ironicamente, se apropriam desta frase, com mais freqüência, querendo intimidar o povo de Deus.

Contudo, muitos homens sinceros que pregam a Palavra de Deus jamais seriam tão ousados a ponto de se declararem ungidos/infalíveis, sendo humildes bastante para entender a depravação humana.

Observem como Deus é maravilhoso, quando declara que todos os nossos pecados são lavados no sangue do Cordeiro e que todos nós somos iguais diante dEle.Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus” (Gálatas 3:28).

“Who Are God’s Anointed?” - Open Arms International Ministries (OAIM)

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Shekina

É
normal ouvirmos em nossos cultos, congressos, seminários, a palavra “Shekiná”. Desde adolescente ouço esta palavra na igreja. Pregadores a usam com freqüência. Os “ministros do louvor” têm o hábito de usá-la. Temos até um cântico muito conhecido: “Derrama a tua “shekiná” sobre nós.

Agora pergunto: De onde tiramos a palavra “shekiná”? O que significa esta palavra? Será “shekiná” uma expressão encontrada nas Escrituras?

Começando pela última pergunta, a palavra “shekiná” não é encontrada em nenhum lugar das Escrituras! Penso que você neste momento está perplexo. Esses dias atrás, pregando em uma grande igreja aqui em São Paulo, falei sobre isto no púlpito e imagine a reação do plenário, bem como dos obreiros. Após o término do culto, várias pessoas me pararam e diziam: “Pr Marcelo, já ouvi “pregadores de renome” falar isso! Faz tantos anos que ouço todos falarem desta palavra “shekiná”, será mesmo que o sr não está enganado?

Exatamente aqui reside nosso problema. Nós ouvimos os “grandes pregadores” falarem, e aceitamos tudo. Não procuramos pesquisar, averiguar, perscrutar. Tudo o que é novidade, e é falada por alguém de “peso”, nós aceitamos e logo começamos a falar. Falta em nosso meio, cristão bereanos, que analisam a cada dia as Escrituras, para verem se está correto ( At 17.11). Notemos que era Paulo que estava pregando! Homem de cultura invulgar, conhecedor de toda lei judaica, e acima de tudo, um dos maiores pregadores que o mundo conheceu. Ora, se Paulo teve que passar no crivo dos bereanos, o que dizer de nossos pregadores? Serão estes maiores que Paulo?

Mas voltando ao assunto da palavra “shekiná”, este vocábulo não aparece na Bíblia Judaica [ Tanakh] nem no N.T, sendo uma palavra derivada da raiz hebraica -נ -כ- ש (sh-k-n), cujo significado é "habitar", "fazer morada". Se perguntarmos a qualquer irmão, o que significa esta palavra, todos dirão: "a glória de Deus, presença de Deus". Acontece que, “shekiná” não significa nada disso! O vocábulo “glória” no hebraico é “kavod” – o peso da glória de Deus.

A Shekiná, como uma idéia concreta, aparece só na literatura literatura rabínica, havendo somente "alusões" a esta presença divina, no meio do povo de Israel, na Torá, quando Deus disse ao seu povo :

וְעָשׂוּ לִי מִקְדָּשׁ וְשָׁכַנְתִּי בְּתֹוכָֽם׃: Ve Asu Li Mikdash Ve Shakhanti Betocham

- "e fareis um santuário para Mim, e habitarei no meio deles (dos israelitas)"[1];

"וְשָׁכַנְתִּי בְּתוֹךְ בְּנֵי יִשְׂרָאֵל, וְהָיִיתִי לָהֶם לֵאלֹהִים"

- "e habitarei no meio dos filhos de Israel, e serei-lhes por Deus"[2]; e

יְהוָה צְבָאֹות הַשֹּׁכֵן בְּהַר צִיֹּֽון׃

"o Eterno dos exércitos, aquele que habita em Sião"[3].


Conclusão

Vimos por meio deste singelo estudo que a palavra “shekiná” não está nas Sagradas Escrituras. Aprendemos também que “shekiná” não significa : glória, presença de Deus. Ela vem da raiz “shakhan” que significa – habitar, fazer morada. Esta idéia de “skekiná” aparece somente na literatura rabínica, onde os judeus cabalistas [4] começaram a usá-la a partir do séc XIII. Devemos estar sempre prontos a aprender e não ir além da Escritura. Foi o que Lutero disse para Erasmo: “A única diferença entre eu [ Lutero] e você [Erasmo] é que eu me coloco debaixo da autoridade das Escrituras, e você se coloca acima dela.
trans. Púlpito Cristão




Propaganda Eleitoral na Igreja é Crime: Denuncie!!!

C
aro amigo,

Estamos bem próximos das eleições, e como você já deve saber, algumas igrejas evangélicas (e também católicas ou de outras vertentes) têm como costume ceder o púlpito para candidatos discursarem. Toda véspera de eleição é comum ver o altar se transformar em palanque e as portas dos templos se abrindo para toda classe de charlatanismo.

Acontece que esta prática, além de medíocre, também é criminosa. Segundo a Lei 9.504/97 e de acordo com o artigo 13 da resolução 22.718/2008, do Tribunal Superior Eleitoral, fica proibida toda e qualquer propaganda eleitoral dentro de templo. A lei entende que os templos são espaços de acesso comum e não devem ser usados como palanques eleitorais.

Sendo assim, se você notar que estão usando sua igreja como curral eleitoral, DENUNCIE. Precisamos dar um basta nessa politicagem dentro dos templos. Igreja é lugar de louvar a Deus!

Distribuir santinhos, fazer o púlpito de palanque eleitoral e colocar cabresto no eleitor é uma atitude criminosa.

Para denunciar a politicagem na sua igreja, basta procurar a delegacia ou o cartório eleitoral.

Vamos acabar com essa palhaçada!
(Transcrito do Blog Púlpito Cristão)

domingo, 2 de maio de 2010

A igreja 'evangélica' e as eleições políticas

Carlos LimaCarlos Lima
Repórter OGalileO
01/02/2010 13:53h
As eleições estão às portas, e não demora as hienas ávidas por poder saem de seus covis em busca da carniça humana, já putrefata de tanta inércia do pensar.

Tadinho do meu povo. É apenas uma vítima do ardil competentíssimo dos que presidiram anos e anos, instaurando a obrigatoriedade da ignorância.

Parabéns, Vossa Excelência foi um sucesso nessa empreitada!

Queria falar algo nessas símplices linhas sobre a fenomenologia nauseante que é o envolvimento da 'igreja' nesse carnaval luciferiano, orgulhoso e pavonístico até o pó do osso.

Não raro você verá, como já viu, as Dilmas numa quinta no culto evangélico e numa sexta rezando aos orixás, acendendo velas pra todos os santos. Justo eles que, quando lhes interessa, dizem que o estado é laico.

Diga-me uma coisa:

Você entregaria a sua esposa para ser usada por um interesseiro que não tem nenhum amor por você e muito menos por sua amada?

Pois é isso que estão fazendo com a igreja.

Entregaram-na aos prazeres da carne dos poderosos se tornando depositária do sêmem repugnante da impiedade, sem direito abortivo, sendo que os filhos virão em formas decadentes reproduzindo mais inferno, mais prostitutas cultuais, num processo viral que não terá fim, a não ser quando o Ômega vier com sua espada desembainhada em fogo.

Falsos profetas, pastores, bispos, após-tolos, líderes eclesiásticos, ainda há tempo de se converterem. Não é vergonha nenhuma, vergonha sim é viver nessa podridão de alma.

O que disse vai se perder, tão logo o que não disse aparecer.

De Deus não se zomba, tudo o que o homem semear isso também colherá.

Ai de vós fariseus, guias cegos, que coais o mosquito e engolis o camelo. O meu mestre disse isso tudo a respeito, e disse ainda mais;

- O meu reino não é desse mundo!

Não quis o poder político. Se quisesse o teria, se fosse da vontade do Pai.

Não acredite em político evangélico!

Apenas acredite em Evangélico político, pois o Evangelho (O Verdadeiro) deve vir antes de qualquer política.

Se for sal de verdade, salgará a terra e ninguém o verá, contudo, sentirá o sabor.

Acho que vou parando por aqui. Não preciso mais discorrer sobre esse assunto, afinal, a verdade persuade por si mesma, não há duas mentiras iguais, nem duas verdades diferentes.

Digo, por fim, que não sou radicalmente contra o envolvimento de evangélicos com a política. Acredito em gente boa de Deus como a Marina Silva.

Pra lembrar: 'Aplaudir o ridículo é mil vezes mais se ridicularizar'.

Um abraço, Na esperança de que quando vier O perfeito, toda imperfeição seja aniquilada.



Por Carlos Lima conteudo@ogalileo.com.br

sexta-feira, 30 de abril de 2010



“Afinal, quem é tua cobertura?”

Esta é a pergunta concisa feita por muitos cristãos modernos em toda parte aos que se reúnem fora
da igreja institucional. Mas, o que há no âmago desta pergunta? Qual sua base bíblica? É disto que nos
ocuparemos neste post.
Sustento que o ensino moderno conhecido como “cobertura protetora” tem gerado uma enorme
confusão e uma conduta cristã anômala. Este ensino afirma que os cristãos estão protegidos do erro
doutrinal e do fracasso moral quando se submetem à autoridade de outro crente ou organização.
A dolorosa experiência de muitos me levou a concluir que o ensino da “cobertura” é um assunto
que perturba grandemente a Sião em nossos dias e exige uma reflexão crítica.
A “Cobertura” está Coberta pela Bíblia?
É surpreendente que a palavra “cobertura” apareça apenas uma vez em todo o NT. É usada
referindo-se à cabeça coberta da mulher (1 Cor. 11:15). Ao passo que o Antigo Testamento (AT) utiliza
pouco este termo, sempre o emprega referindo-se a uma peça do vestuário natural. Nunca é utilizado de
maneira espiritual ligando-o a autoridade e submissão.
Portanto, a primeira coisa que podemos dizer acerca da “cobertura” é que há escassa evidencia
Bíblica para construir-se uma doutrina. Não obstante, incontáveis cristãos repetem como papagaios à
pergunta “quem-é-tua-cobertura?” e insistem nela como se fosse a prova do ácido que mede a
autenticidade de uma igreja ou ministério.
Se a Bíblia silencia com respeito à idéia da “cobertura” o que é que se pretende dizer com a
pergunta, “Quem é tua cobertura”? A maioria (se insistíssemos) formularia esta mesma pergunta em
outras palavras: “A quem você presta contas?”.
Mas isso suscita outro ponto difícil. A Bíblia nunca remete a prestação de contas a seres humanos,
mas exclusivamente a Deus! (Mat. 12:36; 18:23; Luc. 16:2; Rom. 3:19; 14:12; 1 Cor. 4:5; Heb. 4:13;
13:17; 1 Ped. 4:5).
Por conseguinte, a sadia resposta Bíblica à pergunta “a quem prestas contas?” É bem simples:
“presto contas à mesma pessoa que você, a Deus”. Assim, pois, é estranho que tal resposta provoque
tantos mal entendidos e falsas acusações.
Deste modo, embora o tom e o timbre do “prestar contas” difira apenas da “cobertura”, a cantilena
é essencialmente a mesma, e sem dúvida não harmoniza com o inconfundível canto da Escritura.
Trazendo à Luz a Verdadeira Pergunta que se Esconde Atrás da Cobertura
Ampliemos um pouco mais a pergunta. Que é que se pretende realmente dizer na pergunta acerca
da “cobertura”? Permito-me destacar que a verdadeira pergunta é, “Quem te controla?”.
O (maléfico) ensino comum acerca da “cobertura” realmente se reduz a questões acerca de quem
controla quem. De fato, a moderna igreja institucional está construída sobre este controle.
Conseqüentemente, a gente raras vezes reconhece que é isto que está na base da questão, pois se
supõe que este ensino esteja bem ancorado nas Escrituras. São muitos os cristãos que crêem que a
“cobertura” é apenas um mecanismo protetor.
Assim, pois, se examinarmos o ensino da “cobertura”, descobriremos que está baseado em um
estilo de liderança do tipo cadeia de comando hierárquico. Neste estilo de liderança, os que estão em
posições eclesiásticas mais altas exercem um domínio tenaz sobre os que estão debaixo deles. É absurdo
que por meio deste controle de direção hierárquica de cima para baixo se afirme que os crentes estejam
protegidos do erro.
O conceito é mais ou menos o seguinte: todos devem responder a alguém que está em uma
posição eclesiástica mais elevada. Na grande variedade das igrejas evangélicas de pós guerra, isto se
traduz em: os “leigos” devem prestar contas ao pastor. Que por sua vez deve prestar contas a uma pessoa
que tem mais autoridade.
O pastor, tipicamente, presta contas à sede denominacional, a outra igreja (muitas vezes chamada
de “igreja mãe”), ou a um obreiro cristão influente a quem considera ter um posto mais elevado na
pirâmide eclesiástica.
De modo que o “leigo” está “coberto” pelo pastor, e este, por sua vez, está “coberto” pela
denominação, a igreja mãe, ou o obreiro cristão. Na medida que cada um presta contas a uma autoridade
eclesiástica mais elevada, cada um está protegido (“coberto”) por essa autoridade. Esta é a idéia.
Este padrão de “cobertura-responsabilidade em prestar contas” se estende a todas as relações
espirituais da igreja. E cada relação é modelada artificialmente para que encaixe neste padrão. É vedada
qualquer relação fora disto – especialmente dos “leigos” com respeito aos “líderes”.
Mas esta maneira de pensar gera as seguintes perguntas: Quem cobre a igreja mãe? Quem cobre a
sede denominacional? Quem cobre o obreiro cristão?
Alguns oferecem a fácil resposta de que Deus é quem cobre estas autoridades “mais elevadas”.
Mas esta resposta enlatada demanda outra questão: O que impede que Deus seja diretamente a
“cobertura” dos “leigos”, ou mesmo do pastor?
Sem dúvida, o problema real com o modelo “Deus-denominação-clero-leigos” vai bem além da
lógica incoerente e danosa a que esta conduz. O problema maior é que este modelo viola o espírito do
Novo Testamento, porque por trás da retórica piedosa de “prover da responsabilidade de prestar contas” e
de “ter uma cobertura”, surge ameaçador um sistema de governo que carece de sustento bíblico e que é
impulsionado por um espírito de controle.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Igreja X Política

(Uma Divisão Eterna)

Recebi muitos e-mails para escrever minha opinião a respeito de política partidária e igreja, gostaria de expressar o meu pensamento e o meu posicionamento a respeito do tema, baseado em textos bíblicos e não em sofismas, fábulas ou argumentos humanos.

O tema que me proponho comentar certamente requer algumas aulas de História Eclesiástica, na qual, com todos os méritos, pontos, e evidências, detectaríamos a vertiginosa queda da Igreja primitiva exatamente quando nossos irmãos do passado aceitaram a aliança com o Estado Romano, saindo assim da marginalidade que toda Igreja verdadeira deve ter sobre si, e tornando-se religião oficial do Império; recebendo então, o nome de Igreja Católica Apostólica Romana.

No Antigo Testamento o profeta Oséias já declarara que o povo de Deus estava sendo destruído por falta de conhecimento (4:6), Portanto o meu povo será levado cativo, por falta de entendimento, Isaias (5.13). Errais não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus, Jesus em Mateus (22.29),porém, como nada há novo debaixo do céu, as cenas vão se repetindo, somente mudando cenários e personagens.

Nos textos de Apocalipse 17 e 18 fica claro para quem conhece a bíblia que a união de igreja e estado para Deus é prostituição.

No Novo Testamento alguns hipócritas foram tentar Jesus com uma moeda (Mateus 22.21), perguntando se era lícito pagar tributo a César. Jesus perguntou-lhes de quem era a efígie. Obtendo a resposta de que era de César Jesus declarou: Dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus. César representava o poder político (Estado), sua efígie estava em um lado da moeda.

O que eu gostaria de lembrar aos leiloeiros do povo de Deus, é que do outro lado da moeda não estava a face de Deus, isto para ficar evidente que, Evangelho e política nunca estarão de acordo. Política é o vexame e a vergonha que temos contemplado em todas as mídias, tantos de ímpios como dos ditos evangélicos que se envolveram em escândalos, e que são uma mancha na história da igreja. Evangelho significa “Boas Novas”, conversão de conceitos e valores, morais e espirituais.

Se Jesus quisesse deixar quaisquer palavras de harmonia entre Igreja e Estado, não teria existido melhor momento e oportunidade do que esta; portanto me deixem elucidar as palavras de Jesus para aqueles cuja covardia é insistentemente surda.

Ele disse: dai a César o que é de César, e assim todos nós temos feito. O ICMS, IPI, e taxas para circularmos pelas cidades são absurdos, e são sem misericórdia; ou pagamos ou não circulamos. Contudo, Ele não deixou de declarar dai a Deus o que é de Deus. Pelo que entendo no episódio, os homens podem ter seus direitos. Porém Deus não perdeu o seu. Portanto, como discípulo de Cristo, nunca deixarei, de dar a Deus o que lhe é de Direito, ou seja: Meu louvor e adoração, a gratidão, e em fim o cumprimento e reverência de Suas ordenanças e vontade em primeiro lugar. Qualquer observação aos estatutos humanos será sempre em segundo plano, desde que esteja em harmonia com a palavra de Deus, e isto quando me sobrar tempo (não se pode agradar a dois senhores). Como cristão já possuo a minha Constituição, e Ela se chama BÍBLIA única regra de fé e prática, e Jesus colocou um abismo entre política e estado. Após a multiplicação dos pães, tentaram fazer Jesus se “prostituir com a política”, fazer dele rei (João 6.15), esse diabo é louco mesmo não? Mas mais uma vez Jesus coloca um abismo entre o santo e o profano, retirando–se dali, foi sozinho para o monte, pois Ele é REI, mas o seu reino não é desse mundo (João 18.36).

O diabo também tentou Jesus através da política, “Disse-lhe o diabo: Dar-te-ei toda esta autoridade e a glória destes reinos, pois a mim me foi entregue, e eu a dou a quem quiser. Portanto se me adorares. Tudo será teu. Jesus lhe respondeu: Está escrito: Adorarás ao Senhor teu Deus, e só a Ele serviras. Esse diabo é louco mesmo não? Jesus venceu a tentação mas muitos tem sucumbido e descem ladeira abaixo.

Retomando nosso primeiro ponto vou ser enfático e redundante. Crente que é crente não pode ser político, pois tem que se filiar, aliançar a partidos cujos participantes em sua maioria são pagãos e adoradores do diabo. Aliança política é desobedecer a Deus, segundo o que o apóstolo Paulo inspirado pelo Espírito Santo escreveu aos Coríntios na sua segunda epístola versículo 14 e 15 “Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis. Pois que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? Ou que parte tem o fiel com o infiel? “Será que dá para responder?” Quando se estabelece uma “Aliança” política o candidato é obrigado a votar e aprovar projetos segundo aquilo que o seu partido ordena, exemplo: legalização do aborto, lei da homofobia, carnaval etc.

Tiago 4.4 “Adúlteros e adulteras, não sabeis que a amizade do mundo é inimizade com Deus?” Portanto qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus.

Efésios 4.11-12 Fica claro que a edificação do corpo é em cima de cinco ministérios “apóstolos, evangelistas, profetas, pastores, mestres” a política não está incluída, o ser humano é um ser político, mas a política partidária, não tem espaço no corpo de Cristo, por que ele não está partido.

Quando um pastor diz-se também político, deveria tomar vergonha na cara, e assumir somente o seu lado político, pois pastor nunca foi.

Sou filho e neto de políticos, por isso tenho autoridade para falar sobre o assunto, conheço e sei bem o que tem na política, e por traz dela, aos cinco anos de idade perdi meu pai, morto em condições suspeitas, a causa da morte suicídio, com dois tiros no peito e um na cabeça, meu pai foi vitima de tentar ser um político honesto dentro de um sistema corrupto, podre e imundo, “política partidária é sujeira”. A primeira tentativa de unir o governo e o sacerdócio, na bíblia, quem fez foi Saul, o primeiro rei de Israel, (I Samuel 13.9), ele ofereceu o sacrifício, “político não pode tocar no altar”, só os sacerdotes podiam oferecer sacrifício a Deus, Saul foi rejeitado por Deus por essa atitude.

Outra tentativa foi a do rei Uzias, onde os sacerdotes cheios de zelo pela casa do Senhor resistiram a entrada de Uzias no templo, (2 Cr 26.16-20), Uzias ficou indignado “Eu sou o rei, e vou fazer a minha campanha política aqui no templo”, resultado o Senhor feriu Uzias com lepra.

O púlpito foi feito para pregar a palavra de Deus e não pode ser maculado por políticos, quem divide o púlpito com político é discípulo de Saul e Uzias e não de Cristo.

Política foi e sempre será a desgraça da Igreja. Por causa de posições e privilégios políticos, pastores traíram seus rebanhos para o comunismo. Por status no Brasil, para aparecerem com a mais deslavada cara na mídia, mercenários intitulados pastores, buscando apóio de mundanos, continuam a fazer do povo uma grande massa de manipulação e negócio (2 Pedro 2:1- 3). Apóstatas, homens que negam a eficácia do poder de Deus, rendem-se aos políticos e demais homens com posições sociais; honram e exaltam a pecadores, mas nada fazem pelos que temem ao senhor.

É impressionante como mesmo depois de conhecerem a Glória do Evangelho, certos homens permitem o descair de seus conceitos e valores, abrindo mão das maravilhas eternas, em troca de ilusões tão efêmeras. Por valores temporais e pelo brilho do ouro, a vista de muitos pastores têm sido entenebrecida, e com assombrosa facilidade denigrem o santo e engrandecem o profano. Mas como diz Pedro, para estes a condenação não dormita, e o juízo não será tardio.

Judas 1.3 “Não aceitem essa baixaria”, nossa raiz é protestante, somos desafiados protestar e a batalhar pela fé que nos é comum.

Gálatas 1.8-9 “Mas ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos anunciamos, seja anátema. (Maldito) Assim como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo: Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema. (maldito)

Apocalipse 22.18 Eu advirto a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro: Se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus lhe acrescentará as pragas que estão escritas neste livro.

O autor aos Hebreus em sua epistola no capitulo 11.13-16 “Todos estes morreram na Fé[...] Mas agora desejam uma pátria melhor, isto é, a celestial. Pelo que também Deus não se envergonha deles, de ser chamado o seu Deus, pois já lhes preparou uma cidade.

Gostaria de citar um texto da história do cristianismo “A era dos mártires” do Gonzáles, sobre uma mulher que entre todos os que foram martirizados para que a igreja fosse gloriosa, sem máculas, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreencível, me chama atenção e merece destaque:

“Porem, a mais destacada de todos estes mártires foi Blandina, uma mulher frágil por quem temiam seus irmãos. Quando lhe chegou o momento da tortura, mostrou tal resistência que os verdugos tinham de se alternarem. Quando vários dos mártires foram levado ao circo, Blandina foi pendurada num madeiro em meio deles, e dali os encorajava. Como as feras não a atacaram, os guardas a levaram de novo ao cárcere. Por fim, neste dia de tão bárbaros espetáculos, Blandina foi torturada em público de diversas maneiras. Primeiro a açoitaram; depois a fizeram ser mordida por feras; sem seguida fizeram-na assentar-se em um assento de ferro quente; e ainda a encerraram em uma rede e fizeram com que um touro bravio a chifrasse. Como em meio a tormentos Blandina segui firme em sua fé, finalmente as autoridades ordenaram que fosse degolada.

Blandina não se dobrou ao poder político de sua época, esse mesmo estado que a torturou e matou, entre outros cristãos, uniu-se a igreja, através do imperador romano Constantino.

Martin Lutero separou a "Igreja de Jesus Cristo" do estado e da religião em 1517, e em nossos dias esse mesmo “espírito”, tentando unir de novo “Estado, religião e igreja.”

Lembrando que foi a união da religião e o estado, que perseguiu e crucificou Jesus.

Jesus não tem parte nem com a religião nem com o estado, Jesus não e religião e nem politica, e não faz parte de nenhum sitema humano e mundano! A igreja é uma extenção do seu ministério, somos chamados a fazer as mesmas obras, e a nos espelharmos no mestre, que é o cabeça da igreja, para sempre, amém.

Uma verdade não se torna verdade por muitos acreditarem nela, e a verdade não deixa de ser verdade por muitos não acreditarem.

“EU SOU O CAMINHO, A VERDADE E A VIDA”

Ser cristão é ter vida com Deus e andar nos seus caminhos, obedecer a sua palavra, e a sua verdade que é absoluta, e não relativa.

Amados não creiais em todo espírito, mas provai se os espíritos vêm de Deus porque já muitos falsos profetas têm surgido no mundo. (1 João 4.1)

2 Corínthios 11.2-15

Mateus 7.15-23

Essa teologia que prega a união da igreja e estado, é chamada teologia do domínio, e é mais uma contaminação importada dos E.U.A, como a teologia da prosperidade, evangelho da auto-ajuda, etc.

Vocês que criaram, pregam e seguem esse novo evangelho, são uma mancha, uma vergonha e o espúrio da Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo!

sexta-feira, 16 de abril de 2010


Tem o cristão parte na política?

por C. H. Mackintosh , em resposta a uma carta

Em relação à sua pergunta: «Que ensina a Palavra de Deus a respeito da posição de um cristão quando é convocado a votar para a eleição dum membro do parlamento?»

Talvez se alarme quando lhe dissermos que a sua pergunta toca os fundamentos principais do cristianismo. Perguntamos, querido amigo, a que mundo pertence o cristão? Pertence a este mundo ou ao mundo de cima? Está a sua cidadania na Terra ou no Céu? Ele está “morto para o mundo”, ou está “vivo nele”? Se ele fosse um cidadão deste mundo, se o seu lugar, a sua porção e o seu lar estivessem aqui em baixo, então, certamente, jamais seria suficiente a sua comprometida actividade nos “assuntos deste mundo.”
Se ele fosse um cidadão deste mundo, de facto, deveria votar para a eleição dos vereadores do município ou para os membros do parlamento ou para a eleição de um presidente da república; deveria fazer todos os esforços possíveis para conseguir pôr o homem correcto no lugar adequado, quer fosse no conselho municipal, ou na câmara dos legisladores, ou no poder executivo. Deveria dedicar todos os seus esforços e meios ao seu alcance para melhorar e regular o mundo. Se, numa palavra, ele fosse um cidadão deste mundo, deveria, com a melhor das suas capacidades, desempenhar as funções pertencentes a tal posição.

Mas, por outro lado, se for certo que o cristão está “morto” com respeito a este mundo; se a sua “cidadania estiver nos céus”, se o seu lugar, a sua porção e o seu lar estiverem no alto; se ele for só um “estrangeiro e peregrino” aqui em baixo, então segue-se que ele não é chamado a comprometer-se de maneira alguma com a política deste mundo, mas a seguir o seu caminho peregrino, “submetendo-se pacientemente a toda instituição humana por causa do Senhor”, prestando obediência às “autoridades” estabelecidas por Deus e orando “por todos os que estão em eminência” a fim de serem guardados e estarem bem em todas as coisas.

Mas, pergunta pontualmente: «o que ensina a Palavra de Deus» sobre este ponto?, uma pergunta extremamente importante. “O que, pois, diz a Escritura”? (Rm 4:3). Uma passagem, ou duas, serão suficientes. Ouçamos o que diz o Senhor quando se dirige ao Pai em referência aos Seus que “estavam no mundo” (Jo 13:1): “Dei-lhes a Tua palavra, e o mundo os odiou, porque não são do mundo, assim como Eu não sou do mundo. Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal. Não são do mundo, como Eu do mundo não sou.” (Jo 17:14-16 ACF) Ouçamos também ao inspirado Apóstolo sobre este mesmo tema: “Sede também meus imitadores, irmãos, e tende cuidado, segundo o exemplo que tendes em nós, pelos que assim andam. Porque muitos há, dos quais muitas vezes vos disse, e agora também digo, chorando, que são inimigos da Cruz de Cristo, Cujo fim é a perdição; cujo Deus é o ventre, e cuja glória é para confusão deles, que só pensam nas coisas terrenas. Mas a nossa cidade (πολιτευμα) está nos céus, de onde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo.” (Fl 3:17-20 ACF) E de novo lemos também na epístola aos Colossenses: “Portanto, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus. Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra; Porque já estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus. Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então também vós vos manifestareis com Ele em glória.” (Cl 3:1-4 ACF)


Há quem diga, não obstante, que as Escrituras citadas já não se aplicam hoje; que “o mundo” de João 17, não é o mundo do nosso presente século; que o de então era um mundo pagão, enquanto que o de hoje em dia, é um mundo cristão. A todos os que assumem esta posição, não temos nada para lhes dizer. Se o ensino do Novo Testamento esteve planeado só para uma época passada; se tão somente for efectivo para as coisas que já passaram, e não tem aplicação para as coisas que são, então, certamente, não podemos saber onde estamos parados, nem a que lugar ir para achar um guia ou uma autoridade. Mas, graças a Deus, contamos com um guia divino e, portanto, plenamente suficiente para todas as épocas, para todos os tempos e para todas as condições. Se, pois, temos de ser guiados unicamente pela Escritura, esta em parte alguma nos autoriza a que nos comprometamos com a política deste mundo. A Cruz de Cristo tem quebrado o laço que nos ligava a este mundo. Estamos identificados com Ele. Ele é o nosso Modelo. Se Cristo estivesse aqui, acharia o Seu lugar fora dos limites deste mundo. Não veríamos Cristo na sessão do conselho municipal, no tribunal, na câmara legislativa ou com a espada na Sua mão. De repente, Ele empunhará o ceptro, desembainhará a espada e tomará as rédeas do governo nas Suas mãos (Queira Deus que esse dia chegue rapidamente!) Mas agora Ele é rechaçado, e nós somos chamados a participar do Seu rechaço. Como cristãos, o nosso caminho neste mundo é a obediência ou o sofrimento. Somos chamados a orar “por todos os que estão em eminência” (1Tm 2:1-2), mas não a estarmos no lugar da autoridade, nós mesmos. Não há uma só linha das Escrituras que me guie a votar nas eleições, ou igualmente a ser membro político ou magistrado. Por esta razão, se eu actuasse debaixo destas considerações, está-lo-ia fazendo, sem uma única palavra de direcção do meu Senhor; e pior ainda, estaria actuando de uma maneira totalmente oposta a Ele, e em directa oposição ao espírito e ao ensino do Novo Testamento.

Queira Deus fazer-nos mais fiéis a Cristo! Que sejamos libertados mais completamente, em coração e espírito, deste “presente mundo mau”, assim como também capacitados para prosseguir, com santa determinação, o nosso caminho peregrino ao longo das areias do deserto deste mundo! Sabemos perfeitamente que o que temos escrito sobre este tema resultará desagradável e impopular, mas isto não nos terá de impedir que de falemos a verdade, como tampouco nos impedirá que actuemos conforme à verdade.

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Tradução de Carlos António da Rocha